Instalação de Unidades Regionais para INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E CAPACITAÇÃO de cafeicultores DE CAFÉ CONILON do Espírito Santo na produção de Cafés Especiais - URCe

 

CONVÊNIO FAPES /MCT /CETCAF - Nº O1.124-00/2005

 

 1 – Apresentação e Contexto


          Tendo em vista, por um lado, que há uma exigência do mercado para produção de café com qualidade superior, rejeitando a comercialização de café com percentual superior a 20% de grãos defeituosos (pretos, verdes e ardidos – PVA) e, por outro lado, como o pequeno cafeicultor de base familiar possui condições limitadas para atender isoladamente essas exigências do mercado, é necessária sua participação em organizações rurais tais como as atividades propostas coletivas neste projeto. Nesse contexto, o projeto visou concentrar esforços para que, em conjunto, os pequenos cafeicultores com base na economia familiar tenham condições de aumentar sua competitividade frente a um mercado cada vez mais exigente.

     Procurando-se evitar que o cafeicultor de base familiar fique fragilizado no processo de comercialização é que o projeto priorizou a participação das cooperativas COOABRIEL, CAFEICRUZ e CAFESUL, ampliando o volume de café comercializado e assim evitando a dificuldade da comercialização do produto beneficiado em pequenos volumes, já que o mercado valoriza a aquisição de café em lotes maiores (no mínimo 250 sacas).

A agricultura passa por profundas transformações, exigindo que a cafeicultura esteja cada vez mais preparada para enfrentar as mudanças que se apresentam. Urge, portanto, que o pequeno cafeicultor possua melhor qualificação para prosseguir em seu trabalho e ingressar no mercado competitivo. Nesse sentido, o projeto busca a profissionalização do cafeicultor, dotando-lhe de capacitações tecnológicas inovadoras e dando-lhe condições de implementar inovações gerenciais, organizacionais e ambientais para que se tenha um desenvolvimento da cafeicultura sustentável nos aspectos econômicos, social e ambiental. Para tanto, foi necessário oferecer e desenvolver uma capacitação de maneira objetiva, com aplicabilidade na vida prática, através de uma sólida preparação, mediante o ensino de conteúdos que potencializem a sua capacidade de absorção de tecnologias. Nessas circunstâncias, a responsabilidade das entidades rurais consiste em repensar novos meios para definir o perfil do profissional, capaz de enfrentar o avanço tecnológico e o processo de globalização da economia.

Sabe-se, hoje, a preferência do mercado cafeeiro pelo conilon cereja descascado, tendo em vista sua qualidade superior, facilitando a inserção, cada vez maior, do conilon nos “blends” com o arábica e até mesmo permitindo seu uso em bebida exclusiva de conilon. O grande óbice que se deparam os cafeicultores que adotam essa nova tecnologia é a baixa adesão dos cafeicultores tradicionais ao processo, não permitindo a produção em maior volume do conilon cereja descascado (CD) a fim de poder atender ao mercado.

A insegurança das indústrias de torrefação e moagem no uso do CD está relacionada diretamente à intermitência na oferta do produto, dificultando o estabelecimento de marcas de café com sabores uniformes. Daí a necessidade da instalação de Unidades Regionais de Cafés Especiais – URCE para aferição mais ampla de seus resultados junto ao cafeicultor, levantando, inclusive, os custos de produção de café por esta via e gerando mais confiabilidade para os produtores.

As comunidades inseridas no processo serão o meio pela qual se dará a alavancagem da introdução dessa importante inovação tecnológica, cabendo ao CETCAF – Centro de Desenvolvimento Tecnológico do Café a transferência da tecnologia, principalmente ao cafeicultor de economia familiar. Nessas comunidades, em ocasiões passadas e num esforço dos agentes do agronegócio do café, já se realizou Cursos de Profissionalização do Cafeicultor capitaneados pelo CETCAT e pelo Instituto Capixaba de Pesquisa e Extensão Rural (INCAPER), envolvendo lideranças comunitárias capazes de serem agentes de mudanças tecnológicas.

Os referidos cursos tiveram um currículo de abordagens técnicas, num total de 20 horas cada, abrangendo mais os aspectos de plantio, produção, condução da lavoura, etc., assim como informações mercadológicas capazes de instrumentalisar o cafeicultor para o enfrentamento das questões setoriais com mais chance de êxito. Pretende-se, agora, com o presente Projeto já testado e avaliado, não só criar as Unidades Regionais de Cafés Especiais – URCE, com as modificações geradas no processo de adaptação tecnológica, , como também assistir diretamente aos cafeicultores e suas organizações vocacionados para a adoção desta importante inovação tecnológica para o café conilon, que é o cereja descascado (CD).

 2 – Justificativa

No período recente, o pequeno cafeicultor de conilon, especialmente aqueles que trabalham em regime de economia familiar, estão se ressentindo de uma melhor agregação de renda à sua atividade cafeeira tendo em vista o desconhecimento das vantagens da produção do conilon cereja descascado (CD). Além desse desconhecimento, pesava sobre ele o fato de que os equipamentos hoje utilizados para produção do conilon CD terem sido produzidos para o café arábica levando à necessidade de, na utilização das URCE`S, efetivando-se inovações tecnológicas que permitissem a melhor adequação dos equipamentos à produção do cereja descascado conilon, propiciando assim  que o cafeicultor de café conilon (espécie diferente do arábica) possa auferir melhores resultados econômicos e sociais num mercado globalizado e cada vez mais competitivo.

A cafeicultura capixaba tem por característica fundamental sua grande importância sócio-econômica ensejando a oportunidade de emprego e renda a milhares de famílias cuja sustentação de vida se deve ao café como agente econômico mais importante e formador de uma poupança rural que tem permitido a fixação do homem ao campo. Ao par dessa realidade, percebe-se com clareza que os cafeicultores de conilon no Estado do Espírito Santo estão deixando de ampliar sua renda, tendo em vista o desconhecimento da possibilidade de agregação de valor ao produto final . Com a introdução da tecnologia de produção de conilon cereja descascado (CD), atualmente com uma demanda crescente pelo mercado , desde que haja volume do produto (CD) , percebe-se uma agregação clara de valor cujos dados estarão expostos nesse relatório. Outro fato percebível é que o mercado ,sabedor desses esforços e da existência do produto “conilon CD ,já começa a procurá-lo e valorizá-lo ,embora os volumes existentes estejam abaixo das necessidades de consumo ,carecendo da continuidade do processo de transferência de tecnologia ás mais diversas comunidades produtoras do conilon “commodities.“

Devido às características da pequena propriedade, com base na economia familiar, necessário se faz reorientar o processo de tratamento do café em caráter associativo para que essa importante inovação tecnológica possa sensibilizar o maior número de cafeicultores inserindo-os numa nova realidade de mercado. Este projeto é pioneiro no Brasil e atende a três regiões, previamente selecionadas, tendo em vista suas peculiaridades de preocupação com a preservação ambiental, desejo de permanência na atividade cafeeira, elevado grau de solidariedade no interior do grupo e detentores de lideranças capazes de transferirem essa tecnologia contagiando outras comunidades no engajamento ao processo.

Na execução do projeto em foco as comunidades dessas regiões estiveram totalmente engajadas no processo, a exceção da Comunidade de Bom Jardim em Vila Valério cujos associados da Associação de Pequenos Produtores acabaram não se contagiando com o projeto que esteve funcionando precariamente, abaixo das expectativas do Projeto, não  acompanhando sua execução e seus resultados e conscientizando-se da sua importância para definitiva inserção da cafeicultura de conilon do Estado do Espírito Santo no patamar de uma cafeicultura de qualidade. Assim mesmo procurou-se não paralisar as atividades da unidade, além de efetivarmos um projeto alternativo na propriedade de um pequeno cafeicultor de economia familiar, Sr Ozilio Parteli, em Vila Valério, objetivando a produção do café conilon com seca na estufa, secando e beneficiando o café conilon em condições diferenciadas, sem nenhum custo adicional ao projeto em foco.

O projeto URCE em parceria com o MCT/FAPES/CETCAF é um projeto de adaptação tecnológica e inovação cujo escopo é dar ao produtor de café conilon (o ES produz cerca de 70% da produção nacional) condições técnicas e econômicas adequadas de produzir um produto de melhor qualidade, agregando valor e renda à sua atividade. .Assim, além das adaptações tecnológicas e testes efetuados nos equipamentos instalados, procuramos testar, nesse experimento alternativo na pequena propriedade do Sr. Ozilio Parteli em Vila Valério, sem nenhum custo ao projeto MCT/FAPES/CETCAF, a possibilidade de se realizar todo o processo pós-colheita na propriedade do pequeno produtor, com o uso de estufas e beneficiamento do café em diversos percentuais de umidade e posterior secagem do produto beneficiado nas próprias estufas até a umidade de 13%, conforme exigência do mercado. A economia de tempo de secagem é o grande atrativo para essa inovação, além da substancial melhoria da qualidade do produto final. Os resultados preliminares constam desse relatório e apontam a possibilidade do pequeno produtor de economia familiar, produzir um café de qualidade superior sem que haja grandes movimentações de café para as unidades de processamento.

  

 

 

PROJETO ALTERNATIVO E CONCOMITANTE À URCE DE VILA VALÉRIO

 

 

 

 

A)   SECAGEM EM TERREIRO DE CIMENTO COM ESTUFA.

 

Conjunto de estufas com terreiro de cimento.

 

Café secando na estufa com terreiro de cimento (recém-colhido)

 

Café secando em estufa com terreiro de cimento num estágio mais avançado de secagem.

 

 

B)   BENEFICIAMENTO DO CAFÉ SECADO EM TERREIRO DE CIMENTO COM ESTUFA EM DIVERSOS ESTÁGIOS DE UMIDADE.

 

Aferição da umidade do café para seu beneficiamento.

 

Beneficiamento do café vindo da estufa.

  

Café beneficiado para imediata secagem em estufa com terreiro de cimento até a umidade de 13% (padrão para comercialização).

 

C)    CAFÉ JÁ BENEFICIADO EM DIVERSOS NÍVEIS DE UMIDADE SECANDO EM ESTUFA COM TERREIRO DE CIMENTO ATÉ A UMIDADE DE 13% PARA COMERCIALIZAÇÃO.

 

 

 

Café beneficiado em diversos estágios de umidade secando em estufa com terreiro de cimento até a umidade de 13% padrão de comercialização.

 

 

3 – Parcerias

O presente projeto contou com as seguintes parcerias: 

 

Execução do projeto

-  Fundação de Apoio à Ciência e Tecnologia do Espírito Santo - FAPES/Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia - SECT

          -  Centro de Desenvolvimento Tecnológico do Café – CETCAF

 

  Apoio Institucional

           -  Instituto Capixaba de Pesquisa e Extenção Rural – INCAPER

      -  Cooperativas de Produtores de café Conilon: COOABRIEL, CAFEICRUZ e CAFESUL

      -   Associação de Pequenos Produtores de Café do Córrego das Palmeiras – Mimoso do Sul–ES,  Bom Jardim – Vila Valério-ES e Guaraná em Aracruz-ES

     - Prefeituras Municipais de Aracruz , Mimoso do Sul  e Vila Valério .

 

 

 

 

 

EXECUÇÃO DAS URCEs

 

 

 

1) As unidades foram implantadas com a participação das Prefeituras Municipais e dos beneficiários através das suas respectivas Associações de Produtores Rurais e Cooperativas (COOABRIEL, CAFEICRUZ e CAFESUL), conforme fotografias abaixo que demonstram as diversas etapas dos processos de implantação.

 

 

  

 

 

IMPLANTAÇÃO:

 

        Implantação equipamentos Aracruz (Córrego Três  Irmãos)

 

 

Implantação equipamentos Mimoso Sul (Palmeiras)

 

 

Implantação equipamentos Vila Valério (Bom Jardim)

 

 

 

 

INAUGURAÇÕES:

 

 

 

Inauguração da URCE de Três Irmãos município em Aracruz

 

 

Inauguração da URCE de Palmeiras município em Mimoso do Sul

 

 

OBS: Na URCE de Bom Jardim no Município de Vila Valério, não houve solenidade de inauguração.

  

 

 

OPERACIONALIZAÇÃO:

 

 

 

Operacionalização da URCE de Três Irmãos município em Aracruz.

 

 

 

Operacionalização da URCE de Palmeiras município de Mimoso do Sul.

 

 

 

Visita das autoridades municipais e estaduais na URCE de Bom Jardi em Vila Valério.

 

 

 

Operacionalização da URCE de Bom Jardim em Vila Valério.

 

 

 

 

CAPACITAÇÕES:

 

 

2) A capacitação técnica dos cafeicultores foi realizada por meio de cursos práticos, encontro de cafeicultores e assistência técnica direta durante o processo de colheita e pós colheita.

 

Capacitação técnica de cafeicultores na URCE de Guaraná realizada na

CAFEICRUZ em Aracruz-ES

 

 

 Capacitação técnica de cafeicultores na URCE de Palmeiras, Mimoso do Sul,

realizada na CAFESUL em Muqui.

 

 

 

 Simpósio Sul Capixaba de Café Conilon / Capacitação Técnica  - URCE

Mimoso do Sul – ES

 

 

 

 Capacitação técnica de cafeicultores na URCE de Bom Jardim em Vila Valério.

 

 

 

 

 

 

EXPANÇÃO DA CAPACITAÇÕES:

 

 

 

 

3) A expanção da capacitação para outras regiões circunvizinhas às URCEs foi realizada para as três unidades conforme fotos abaixo.

 

Expansão da capacitação da URCE de Palmeiras em Mimoso do Sul para a

Comunidade de Serra Pelada em Afonso Cláudio.

 

 

Expansão da capacitação da URCE de Palmeiras em Mimoso do Sul

para a comunidade de Fortaleza no Município de Muqui.

 

 

Expansão da capacitação da URCE URCE de Palmeiras em Mimoso do Sul para a

Comunidade de Alto Pongal e Córrego da Prata em Anchieta.

 

 

4) O café conilon possui características agronômicas diferentes do café arábica, destacamos a menor quantidade de polpa no momento da colheita e maior resistência ao descascamento.Dai a necessidade em substituir os equipamentos de descascamento de cerejas e do desmucilador dos frutos para assegurar e otimizar o uso dos equipamentos de forma que 100% dos cafeicultores envolvidos no projeto se beneficiem.Os equipamentos a serem substituidos poderão beneficiar outras Associações de Cafeicultores de menor porte e que estejam devidamente legalizadas como: Associação dos Produtores Rurais de Fortaleza (Muqui) e Associação dos Produtores Rurais de Fartura (São Gabriel da Palha).

 

5) Elaboração de um Manual Técnico para distribuição aos cafeicultores em que as práticas de colheita, pós-colheita e produção do café Cereja Descascado (CD) estão bem delineadas orientando o cafeicultor na produção de um café conilon de qualidade superior embasado nas experiências adquiridas na execução do presente convênio.

 

6) Foram comercializados em 2008 através da CAFESUL, 620 sacas de 60kg de café Cereja Descascado de um total de 1.900 sacas colhidas na safra de 2007 em Mimoso do Sul. O preço líquido apurado pelo café Cereja Descascado foi de R$ 252,00 enquanto o preço de mercado na época era de R$ 215,00 a saca de 60kg.

A safra de 2009 que produziu 1.810 sacas beneficiadas de 60kg gerou uma produção de 680 sacas de Cereja Descascado que geraram R$40,00 adicionais por saca de 60kg beneficiada, acrescentando uma renda à comunidade de R$27.200,00.

Para a presente safra de 2010, foram produzidas 720 sacas beneficiadas de café cereja descascado (CD) sendo comercializados, até o momento, 320 sacas beneficiadas de 60kg com acréscimo de R$30,00 por saca perfazendo até o momento um total de R$9.600,00 reais acrescentados à renda da comunidade.

Registre-se que em 2010 os preços de mercado de café estão aquém dos preços praticados nos anos anteriores.

 

Palestra sobre comercialização de café no Armazém da CAFESUL para cafeicultores.

 

 

 

Considerações Gerais Antes do Detalhamento dos Resultados Obtidos nas Pesquisas Com os Equipamentos Provenientes do Convênio

FAPES/MCT/CETCAF/nº 01.124-00/2005:

 

         Todos os processos dos tratamentos colheita e pós-colheita do café conilon, cultivado em mix varietal tiveram origem com mais de 80% de frutos maduros; usando-se secador de fogo indireto com 60°C de temperatura máxima na massa do café e em terreiro pavimentado com cimento utilizando-se ”rodo” para revolvimento do café.

         Todas as 120 amostras oriundas das URCES foram classificadas e degustadas.

  

 

BENEFÍCIOS ALCANÇADOS:

 

 

O café conilon foi implantado no estado do Espírito Santo na década de 70 e rapidamente alcançou elevados patamares de produção e produtividade. Entretanto, desde o início se tornou um café estigmatizado pelo mercado tendo em vista seu diferencial do café arábica. Por força mesmo da importância do conilon nos “blends” com o café arábica, emprestando-lhe corpo,essa marginalização foi sendo arrefecida ficando ,entretanto, a má fama do conilon como café de qualidade inferior. O Cetcaf, juntamente com seus parceiros, vem empreendendo grande esforço para mudar esse paradigma. É nesse contexto que se enquadra o Projeto URCE objetivando um tratamento pós-colheita que permitisse, a exemplo do café arábica,a obtenção de um café de qualidade superior.

 

Necessário se destacar que esse é um Projeto Piloto, extremamente inovador em suas características, já que sua proposta foi tentar a produção do café conilon cereja descascado (CD) objetivando a obtenção de um café de qualidade superior.

 

Adaptações nos equipamentos originais foram efetuadas com a introdução da peneira seletora, adquiridas com recursos do Convênio MCT/FAPES,assim como todos os equipamentos do projeto, permitindo a obtenção de um café conilon que o mercado soube reconhecer,agregando renda às Comunidades beneficiadas,conforme o presente relatório demonstra.

 

Outra importância do presente Projeto Piloto foi demonstrar ao mercado a real possibilidade de se produzir um conilon de qualidade superior desmistificando os conceitos até então vigentes sobre a real qualidade do conilon.

 

 

DIFICULDADES ENCONTRADAS:

 

 

Por ser um Projeto Piloto extremamente inovador, tivemos grandes dificuldades no envolvimento pleno das comunidades selecionadas, tendo em vista a necessidade da mudança de atitude do pequeno cafeicultor de sair de sua zona de conforto até então estabelecida. A adesão ao projeto só foi plena na Comunidade de Palmeiras em Mimoso do Sul dado as características da mesma no trabalho associativo. Na Comunidade de Três Irmãos em Aracruz embora a adesão não fosse plena consegui-se bons resultados, embora não na mesma dimensão da de Palmeiras. O óbice maior ficou por conta da Comunidade de Bom Jardim em Vila Valério, conforme relato no relatório final. A maior dificuldade ficou por conta da impossibilidade do cafeicultor de economia familiar transportar para a sede da URCE, diariamente, o café colhido. Assim é que o CETCAF visualizou e implementou um projeto próprio e alternativo, na propriedade de um pequeno cafeicultor de economia familiar, Sr. Ozilio Parteli, em Vila Valério, sem nenhum custo adicional ao Projeto Piloto original, em que todas as etapas do processo de produção do conilon de qualidade fosse realizada inteiramente na propriedade do cafeicultor. Os resultados foram animadores, conforme o

relatório demonstra.

 

Necessário se faz ressaltar que um processo não elimina o outro, apenas parece fazer entender que o Projeto Piloto URCE será mais eficiente em Comunidades melhor estruturadas com cafeicultores que produzam individualmente uma maior quantidade de café.